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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Lições - O Poderoso Chefão Corporativo.


Que o Louis Ferrante não mande seus homens para me pegar... Mas vamos às lições desse livro. São muitas, e pretendo resumí-las ao máximo.

Esse é um livro que vale a pena você tratar como um "guia dos curiosos". E ler um capítulo aleatório por dia. Claro, depois de já ter lido todos eles.

Vamos aos conselhos de Louis Ferrante em O Poderoso Chefão Corporativo. Se quiser ler a resenha do livro, clique aqui.

Organograma da máfia:

- DON - CEO, o "chefão".
- Subchefe - executivo-chefe de operações.
- Consigliere - espécie de conselheiro, ou consultor jurídico.
- Capos - diretores
- Soldados - "chão de fábrica", cumprem a maior parte das ordens.

Visões de Ferrante do mundo:

"Depois de reavaliar minha visão de sociedade 'legal', descobri que minha nova turma era muito parecida com a velha (a máfia), menos violenta, mas, às vezes, mais astuciosa" (p. 17)

"Em toda construção de Nova York, um milhão de pequenas corrupções acontecem por trás do acúmulo de terra, todas elas dignas de manchetes. Porém, entre sussurros e entregas de envelopes, outro arranha-céu se ergue em Manhattan (...) em grande parte, pelo trabalho duro de imigrantes - sob a liderança secreta da Cosa Nostra (outro nome da máfia)" (p.31)

"Maquiavel nos orienta a ganhar e manter a supremacia recorrendo a todos os meios, mas diz que não existe nada como a justiça, a honra ou a integridade, e que a moralidade não deveria interferir nas negociações (...) Mas Maquiavel se esqueceu de abordar essa pequena questão chamada carma." (p.231)


"(...) eu mesmo tive um poder considerável nas mãos; minhas experiências provam que existem consequências indiscutíveis de nossos atos e ações. Ao omitir esse fato central, Maquiavel pode ser responsável pelas grandes fortunas de uma dúzia de homens e mulheres completamente alheios ao bem estar dos outros (...)" (p.231)


" Seja um rolinho de primavera. Tenha metas verdadeiras. Trate as pessoas com dignidade. E lute para fazer do mundo um lugar melhor. Garanto que é possível fazer isso e ficar rico ao mesmo tempo, pois a riqueza sem sabedoria não serve para nada" (p. 232)

Apresentarei as lições do livro em três partes - para soldado, capo e don. Como Ferrante faz na divisão dos capítulos.

E aí, o que achou? Aproveite e deixe seu comentário depois do bip.

Bip.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Lições aprendidas - A bola não entra por acaso.

Um livro para quem gosta de futebol. E, também, para gestores inteligentes. 

Afinal, quem não gostaria de ter uma equipe, em qualquer área, como o Barcelona, o clube mais admirado do mundo na atualidade.

O Barcelona consegue ser mas que un club, como o slogan da equipe. Então, aqui vai o que aprendi sobre esse livro para "fazer a bola entrar":


1. Conheça o terreno.
- Estude o setor, o seu produto, como se ganha dinheiro na sua área, quem ganha dinheiro e por que, o que os concorrentes fazem, e o que os reguladores do mercado esperam.

2. Desenvolva a Estratégia.
- Reflita sobre e seja fiel a ela nas suas ações, de maneira que não precisa duvidar ou repensá-la todos os dias.
- O melhor investimento de marketing é o da melhora do produto
- Qual a nossa vantagem competitiva, e como somos vistos pelo concorrentes.

3. Sua equipe.
- Fórmula: (CxE)t, onde C= compromisso / E= equilíbrio / t=talento.

3.1. Os personagens do jogo:
- Visionários - craques do time.
- Doutores não - respeitados e coerentes.
- Ombros - aquele que executa, e que você pode confiar.

3.2. Etapas de desenvolvimento da equipe: 
- constituição (conheça a equipe), agitação (brigas, é preciso buscar pontos de compreensão), normalização (atenção para evitar relaxamento) e consolidação (construção de fortes relações pessoais).

4. O líder.

"Os bons capitães são quase tão importantes quanto o treinador. É preciso investir tempo para identificá-los, formá-los e ajudá-los em sua tarefa".

- Identificar qual estilo de liderança mais apropriado para o time.
- O líder: conteúdo, respeito, caráter, capacidade de mudança de estilo.

5. O RH (Recursos humanos).

- Recrutar com critério: valorizar o talento, conhecer o grau de compromisso, e como será o encaixe do profissional no grupo.
- Formação:  racionalizar critérios objetivos de avaliação, para que quando a inspiração chegue, pegue o profissional trabalhando.
- Higiene no pagamento: elaborar guia com as diferenças salariais, a partir de critérios objetivos, e pensar se vale a pena mesclar valor fixo com ganho variável por resultados.

6. A Negociação.

- Preparação é fundamental antes de sentar na mesa.
- Avalie o momento, se é bom para você e se o mercado o favorece.
- Liste onde você pretende ceder, e as contrapartidas.
- Não esqueça que o que ganha a negociação é o interesse do negociador, e não a posição adotada por ele.

7. Inovação no século XXI

Inovar: "aplicar uma ideia que satisfaça as necessidades dos consumidores, que não está articulada nem satisfeita".

- É descobrir, não inventar. Um novo olhar face às necessidades, ser o primeiro a chegar no consumidor, a partir de pistas que ele vai deixando.
- Limite os riscos, com critérios objetivos.

Para saber mais sobre esse livro, clique aqui.

Acho que é isso. Se quiser saber mais sobre o livro, estou à disposição. Muita coisa daqui pode ser encontrada também em A ideia é boa. E agora? 

Para ler tudo que foi escrito sobre esse livro na Biblioteca do Masca, clique aqui e aqui.

E não esqueça. Deixe seu comentário depois do bip.

Bip.

sábado, 22 de outubro de 2011

Lições aprendidas - Como as gigantes caem.

A partir de agora, para explorar melhor alguns livros, vou colocar aqui alguns extras dessas obras. É uma forma de ir além do texto, e trazer conteúdo relevante. Um estímulo a mais para quem quer tirar a poeira dos livros.

Essa está no trecho final do livro Como as Gigantes Caem, do Jim Collins. Se você não leu o post sobre o livro, basta clicar aqui.

Collins aproveita a experiência e trata de ressaltar os conceitos mais importantes das empresas feitas para vencer. São 4 tópicos principais

1 - Pessoas disciplinadas. Obtidas com:

a. Liderança nível 5 - A ambição de quem está a frente do negócio está na causa da empresa, da organização, do trabalho - e não em si mesmos.

b - Primeiro quem, depois o quê - Colocar as pessoas certas nos lugares certos e tirar as erradas do barco antes de decidir o rumo a seguir.




2 - Pensamento disciplinado. Obtido com:

a - Enfrentamento da verdade nua e crua - Mantenha a fé na vitória, mas não ignore os fatos, nem tente colocá-los ao seu favor. Veja-os e analise-os como são.

b - Conceito do porco espinho - Baseado em três pensamentos que se complementam: a atividade na qual você pode ser o melhor do mundo, o que desperta sua paixão e o que aciona seu motor econômico.




3 - Ação disciplinada - Obtida com:

a - Cultura de disciplina - As pessoas precisam compreender que não possuem cargos, empregos. E sim, responsabilidades, que podem variar. Diferente das funções estáticas.

b - O volante - Tudo é um processo, que lembra o giro de um volante em determinada direção. Isso gera um efeito chamado momentum, o giro constante. Até um ponto onde há uma ruptura, em que se transcende esse movimento, e chega-se a um novo patamar.




4 - Construção da Excelência duradoura - para se chegar a esse ponto:

a - Fazer o relógio, em vez de dizer as horas - A geração de líderes dentro da empresa leva ao sucesso da mesma, por eles já conheceram como se comporta a engrenagem. Além disso, depende-se menos de uma única personalidade carismática.

b - Preservar o núcleo, e estimular o progresso - Fazer positiva a convivência entre os valores essenciais da empresa (que devem ser mantidos) e as estratégias operacionais (que se adaptam ao momento), para construir a excelência por longos períodos.


Pense nisso. E para uma leitura complementar, recomendo Empresas Feitas para Vencer, do próprio Jim Collins.

Que tal? Gostou? Já aplica esses conceitos onde você trabalha? Se quiser comentar, ou acrescentar algo, fique a vontade. Depois do bip.

Bip.

(Crédito das imagens: Submarino.com e cidaderiodejaneiro.olx.com.br)