Mostrando postagens com marcador empreenda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador empreenda. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de maio de 2012

Livro - Nunca Procure Emprego.

Imagem: submarino.com.br
Eu achei que A Arte do Começo era o livro mais interessante sobre como iniciar um negócio. Mas acho que esse pelo menos empata - se não superar.


Scott Gerber conseguiu. Escreveu um livro que não enjoa. Ao mesmo tempo, não ilude nem engana você.

Desde o começo, ele avisa algo do tipo, 'quer sair dessa rotina de emprego? Então vai ter que ralar. E muito. Posso te dar umas ferramentas. Mas ou você decide batalhar por isso. Ou vá procurar seu empreguinho.'

A sinceridade em Nunca Procure Emprego (Never get a real job: How to dump your boss, built a business and not go broke, 2012) é o ponto forte. 

Gerber, em nenhum momento, tenta te vender ideias pasteurizadas. Por exemplo, ele mesmo afirma que o plano de negócios não deve ser algo que atrase o negócio. E sim que o venda rapida e diretamente. Nada de perder tempo.

Quanto ao dinheiro, tire o cavalinho da chuva se acha que vai facilmente conseguir investidores por sua suposta ideia genial. Trate de economizar o que puder, catalogue seus bens e o que pode converter em dinheiro.

Contratar funcionários? Ter sócios? Sim, é possível. Mas avalie com atenção. E busque alternativas que favoreçam - e não prejudiquem o negócio.

(Sobre esse caso dos possíveis empregados, recentemente vi em uma reportagem num jornal daqui da Bahia, que um funcionário custa para a empresa, em média, 3 vezes mais que o salário pago a ele. Pense nisso...)

Mas Gerber sabe os caminhos. Empreendedor visceral, ele sugere que você contrate freelancers pela web. Aponta todos os cuidados. E considera essencial que você faça isso somente se for necessário.

Como uma start-up - como é chamada a pequena empresa recém criada - tem poucos recursos, não dá pra gastá-los. É preciso avaliar até sua própria agenda, e tabela de gastos pessoais.

Voltando à discussão no primeiro parágrafo, acho que Gerber vai além de A Arte do Começo. Além de detalhar mais etapas, ele oferece um rol de aplicativos, sites e informações em boxes no livro.


Além disso, ele ensina meios de rearrumar seu tempo e suas finanças. O que torna esse um grande manual para iniciar seu negócio.

Recomendo. 

Se você quer deixar seu comentário, faça isso. Depois do bip.

Bip.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Livro - Empreenda (quase) sem dinheiro.

Fonte: livrariaresposta.com.br
Nunca fui um grande fã do José Dornelas. Primeiro, porque os livros dele são muito caros. Segundo, porque mutias vezes repetem o que vários outros já disseram.

Mas admito que esse aqui - ainda que seja um livro pequeno em tamanho - pode ajudar muito o jovem empreendedor.

Principalmente se ele não tiver grana.

Empreenda (quase) sem dinheiro (Ed. Saraiva, 2009) é como um pequeno guia, em 101 passos, de como você pode iniciar um negócio, sem recorrer no início aos empréstimos de bancos. Que deixam juros complicados para quem não se prepara. 

Como de costume ao falar para empreendedores, Dornelas deixa dicas importantes a quem quer se dedicar ao próprio negócio.

É bem comum o pessoal achar que abrir o próprio negócio será colocar pessoas para trabalhar para si, começar sem um mínimo planejamento financeiro ou experiência em contas matemáticas.

Dornelas deixa claro no livro que não é assim. Você precisa trabalhar, e muito, no começo do negócio. E ficar de olho no seu fluxo de caixa - o "rei" de toda a história.

Não adianta ter lucro, conseguir milhões de rendimento, se você não tiver um fluxo de caixa saudável. É ele que garante seu capital de giro no negócio. E é peça chave na engrenagem.

Quanto a questão de aquisição de recursos, sem necessariamente gastar tanto, ele apresenta alguns caminhos viáveis.

A permuta, uma espécie de "troca de favores", serviços por serviços, ou produtos por produtos. 

Por exemplo, você tem uma casa noturna, precisa de cadeiras, e em troca, pode oferecer divulgação e convites ao dono da loja de cadeiras. 

Outras alternativas são as chamadas fontes de dinheiro a fundo perdido - como recursos do governo. Aqui, você vai precisar de experiência para fazer projetos que se adequem a essas características.

Existem, claro, as opções de "paitrocínio" - ou de outros familiares, muito comuns em vários negócios. Ou, o que está na moda, os "investidores-anjo", que fazem o empréstimo, se associam e ainda oferecem auxílio logístico e empresarial.

Tudo isso antes de você se afundar em empréstimos bancários. Que, apesar das propagandas em larga escala na TV, acredite, não mudaram.

E se tiver que ir ao banco, negocie muito. Para obter o máximo de vantagens. Porque, afinal, as agências ainda querem seu dinheiro, para mantê-lo preso em dívidas eternas de juros sobre juros.

Quer comentar sobre esse livro, ou qualquer assunto da área, fique a vontade. Depois do bip.

Bip.