segunda-feira, 18 de junho de 2012

Seu plano de negócios: 3 - O negócio / a empresa.


No índice do nosso plano, passo agora para a parte 3.

Confira o post inicial do Plano de negócios aqui.
A parte 2 está aqui.

1. Sumário executivo.
3. O negócio / a empresa.
4. Missão, visão, valores.
5. Mix de marketing.
6. Organograma /RH
7. Estratégia de crescimento.
8. Gestão de processos.
9. Plano de ação.
10. Viabilidade financeira.
11. Gestão de riscos.

Nessa parte, você vai dizer quem você é. Seu grupo. Ou sua empresa. A composição dos sócios - experiência, qualificações - e do empreendimento.

Vai também dizer a todos qual o seu modelo de negócio. Uma loja? E-commerce? Site de compras coletivas? Desenvolvedor de software? Etc.

Deve explicar ainda o que está propondo. Que produtos ou serviços pretende oferecer. A quem se destina. Para que ele serve a essas pessoas. Os diferenciais e benefícios que vai trazer.

É essencial delimitar para quem seu produto se destina. De preferência, escolha um nicho específico. Para os grandes nichos, com certeza, haverá concorrentes bem mais abastados e experientes.

A não ser que você conte com muito dinheiro para competir contra uma Wal-mart, Procter & Gamble ou Coca-cola, melhor ater-se a um nicho específico.

É importante também deixar claro o tipo de tecnologia que será necessário para colocar seu negócio em atividade.

E o mais importante: NADA DE FANTASIAR DEMAIS (ou viajar na maionese). Nem de achar seu produto absurdamente melhor que os outros. Tenha em mente sempre que o cenário pode ser o pior possível. Prepare-se para ele. E também em caso de ser o melhor, claro...

Eu explico. Tão ruim quanto não vender, é vender em excesso e não ter condições de entregar, por exemplo. Ou até pior...

Você pode dividir esse item nos seguintes subtópicos.

3.1. A empresa.
3.2. Modelo de negócio.
3.3. Produto / serviço.
3.4. Público-alvo.
3.5. Tecnologia e inovação.

Próxima parte: Missão, visão e valores. Inclusive, vou explicar por que não os coloco juntos com essa parte aqui.


Confira o post inicial do Plano de negócios aqui.
A parte 2 está aqui.


Até lá.

Se quiser comentar, fique a vontade. Depois do bip.

Bip.

domingo, 17 de junho de 2012

Novas aquisições - Livros de gestão, dinheiro e tempo


Esses são meus mais novos livros. Um deles, inclusive, eu já tive o prazer de terminar. Trarei uma resenha sobre ele nos próximos dias.

Vamos aos títulos, pessoal.

Vencedoras por opção - Jim Collins & Morten T. Hansen.

O livro apresenta estratégias das empresas vencedoras no mundo dos negócios para chegar e se manter no topo. E que, ao invés de darem tacadas pontuais, o mais importante é buscar o crescimento com consistência. Para isso, usa o exemplo de duas expedições ao polo sul, que tomaram decisões diferentes. Enquanto uma seguiu à risca os passos planejados, a outra aproveitou os bons momentos e parou nos maus instantes. Quem será que superou as adversidades? Leia e veja.



Coloque um ponto final - Henry Cloud.

Você só consegue abrir uma nova porta depois de fechar a anterior. E não, não se está falando aqui de proatividade, ou capacidade de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo. É apenas de encerrar projetos que tomam tempo, energia, e não representam os frutos de nosso trabalho. Esse é o objetivo do autor nesse livro, que ensina como administrar e focar seu tempo no que realmente interessa.




O mensageiro milionário - Brendon Burchard.

Um livro que todo blogueiro - e aqueles que têm algo a dizer ao mundo, e a contribuir - deveriam ler. Burchard abre as cortinas do setor de expertise - a indústria de experts ou gurus. Ele demonstra com dez etapas como você pode promover impacto e obter bons ganhos com o que você sabe. Isso mesmo, apenas repassando às pessoas tudo aquilo que você aprendeu. As suas lições aprendidas na vida serão seu maior ativo e seu legado mais importante.



Um desses livros eu já li. Consegue adivinhar qual deles?

Durante a semana, eu trago a resposta com a resenha do livro. Até lá, você pode deixar seu comentário sobre qualquer uma dessas obras.

De qual delas você mais gostou? Responda depois do bip.

Bip.

sábado, 16 de junho de 2012

Do livro ao link - Cinco dicas das grandes para as pequenas empresas.


A Fast Company é a revista conhecida por ter inovado a forma como se fala de negócios no mundo. 

E  publicou em seu site um texto de Aaron Shapiro, em que aponta as cinco práticas de grandes empresas que as pequenas deveriam adotar.

Vamos a elas.

Limite o alcance da sua grandeza.

É tentador desenvolver sua nova companhia para solucionar toda sorte de necessidades do consumidor. Mas as empresas de maior sucesso são focadas em ser a melhor em um item em particular. 

O ponto de diferenciação é o caminho para o sucesso nas principais companhias que possuem uma posição dominante no mercado.

Além de terem também a clareza para identificar suas forças e estruturar suas organizações para desenvolver isso, sem se distrair. 

Não apenas planeje - prepare-se para fazer dinheiro.

Um modelo de negócios efetivo é construído preparado nas grandes companhias à espera de receber milhões - ou bilhões - de dólares. 

Mas os fundadores de muitas startups não estão prontos quando isso acontece. Muitos inclusive se baseiam na "experiência gratuita" do usuário, e enfrentam problemas no momento de cobrar pelo serviço.

É preciso ter um plano coeso de geração de renda, e ter bases preparadas para receber esse dinheiro dos clientes.

Tenha cuidado ao colocar as pessoas no pedestal.

Startups frequentemente se tornam sinônimos de seus carismáticos fundadores ou principais desenvolvedores e designers. Mark Zuckerberg e o Facebook, Steve Jobs e a Apple, Jeff Bezos e a Amazon. 

Isso causa uma situação complicada quando eles deixam as companhias. Mas as empresas mais fortes são maiores que as pessoas que as lideram.

Startups precisam construir uma cultura própria, programas de treinamento e processos que instilem as melhores qualidades de seus líderes em todos os seus funcionários.

Burocracia não é uma uma palavra de quatro sílabas.

A redução da burocracia é uma das vantagens mais significativas dos novos negócios. Isso permite com que se perca menos tempo com detalhes, e acelere a produção. 

Só que existem procedimentos e processos que são burocráticos sim. E são necessários. Sistemas de checagem e de balanço que melhoram a eficiência da empresa conseguem antecipar problemas de comunicação e gestão.

Não dispense a burocracia completamente. Apenas utilize-a na dose certa.

Evite depender somente do entusiasmo.

Líderes de startups normalmente evitam medidas de desempenho e sistematizações no trabalho de seus funcionários, por pensarem ser excesso de burocracia. 

Por outro lado, dependem demais do entusiasmo deles na hora de buscarem o crescimento do negócio. Isso é arriscado, porque nem sempre a pessoa pode estar de bom humor para desempenhar o trabalho.

Nas grandes empresas, ao definirem estratégias claras, programas de revisão e bônus claros e delimitados, a tendência a obter do funcionário um desempenho mais satisfatório cresce. Os novos empreendedores de pequenas empresas precisam incorporar essa forma de pensar à gestão.

Ainda há uma citação extra: A startup não deve se esquecer de que o sucesso depende de fazer as pessoas felizes ao oferecer soluções para os problemas delas. Cuidado ao tentar apenas mudar o mundo, e esquecer de focar nos problemas das pessoas.


Vale refletir sobre essas citações. Para ver o artigo original, em inglês, confira o link abaixo.
Aproveite e deixe seu comentário depois do bip.
Bip.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Do livro ao vídeo - E tome felicidade...#marketing Coca-Cola.

Parece até que recebo uma grana da Coca-cola pra promover esses vídeos. Oh, como seria bom...

Mas não. É que os caras - além de terem uma verba e tanto pra marketing e produtos - fazem umas ações incríveis.

Como não se apaixonar por quem espalha a felicidade desse jeito?


Queira ou não, as pessoas se sentem gratas. O sentimento de dar sem cobrar nada em troca.

Inclusive uma de minhas leituras atuais é de um livro que fala sobre isso. Gratidão, de Gary Vaynerchuk. Veja aqui.

Essa forma de pensar coloca a marca como extremamente amada. E você, o que acha?

Deixe seu comentário, crítica, dúvida ou sugestão depois do bip.

Bip.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Seu plano de negócios: 2 - Contextualização.

Imagem: http://halfen-mktsport.blogspot.com.br

1. Sumário executivo.
2. Contextualização - macro e microambiente de mercado.
3. O negócio / a empresa.
4. Missão, visão, valores.
5. Mix de marketing.
6. Organograma/RH.
7. Estratégia de crescimento.
8. Gestão de processos.
9. Plano de ação.
10. Viabilidade financeira.
11. Gestão de riscos.



Por que não pelo Sumário executivo? Ora, essa é a última parte do plano. Então, vamos começar por onde deve ser.

A contextualização nada mais é que uma pesquisa sobre o ambiente onde sua empresa vai atuar. É também conhecida como investigação de mercado.

Em seu livro Plano de Marketing, Eder Polizei divide em macro e microambiente. No primeiro, sua investigação deve perpassar as características:

- Político / legais: que leis podem interferir na abertura e no andamento do seu negócio? Quais os requisitos para abrir sua empresa? Existem forças políticas que podem atrapalhar? As taxas e impostos definidos pelo governo. Consulte a câmara de vereadores, veja as leias federais e estaduais, ou visite o Sebrae e a junta comercial de sua região.

- Econômicas: são dados sobre a população do local. Índices de desenvolvimento, padrões de consumo, inflação, custo de vida. Por aqui, você começa a definir quem será seu público. Sites como IBGE e o Banco Central podem te ajudar.

- Sociais: Semelhante ao anterior, também pode ser visto no site do IBGE. Fatores ligados à demografia - densidade populacional, distribuição por etnia, sexo, idade, escolaridade, etc.

- Tecnológicas: invenções e inovações que impactam seu setor. Por exemplo, o desenvolvimento de tablets e smartphones impactou na indústria de sites. Não dá pra pensar mais em web sem ter em mente a audiência por celulares. Sites de tecnologia podem ajudá-lo.

- Ambientais: preocupações sustentáveis que podem impactar suas ações de mercado. É bom também ressaltar os níveis poluição, e medidas do governo.

- Culturais: valores, normas, crenças e costumes que podem também impactar o seu setor de atuação.

Em boa medida, a análise do macroambiente funciona como uma pesquisa de qual é o mercado ao seu redor. Bem como quem são seus clientes.

Quanto ao microambiente, se restringe aos seguintes agentes:

- Fornecedores: quem oferece a matéria-prima para o seu projeto. As formas de negociação com eles. Quantos e quais serão. Entre outras informações. Consulte o sindicato do seu setor.

- Intermediários: os também chamados facilitadores. Que podem dificultar seu trabalho, se não bem agraciados ou negociados.

- Clientes: quem você pretende que seja seu consumidor, e quais desejos e necessidades deles você pretende atender.

- Concorrência: quem são os outros players do mercado. Quem pode estar à sua frente, e o que eles fazem de diferente. Em que isso os beneficia / prejudica com relação ao seu negócio.

Essa primeira parte dá a você uma visão geral do mercado, do setor e do seu ambiente.

No próximo post dessa série, partirei para o seu projeto. O seu negócio.

Até lá, você pode comentar. Depois do bip.

Bip.

Livro - Monte uma carteira vencedora

Já havia terminado esse livro há um mês. Mas como outros foram aparecendo, atrasei essa resenha. Não mais. Aqui está um livro esclarecedor - e um pouco complicado - sobre bons investimentos.

Desde as primeiras linhas de Monte uma Carteira Vencedora (Getting Started in Value Investing, 2008) de Charles S. Mizrahi, percebe-se que ele é um discípulo de Warren Buffet. Nada de errado. Quem conhece Buffet sabe que ele é só o maior investidor do mundo.

Mizrahi tenta, com esse livro de finanças, abrir um caminho para que você se torne um investidor de sucesso na bolsa de valores. E a melhor forma para ele é apostar no valor do negócio.

Desde o começo, ele ressalta a importância de se investir em valor. E não ficar acompanhando gráficos diários ou tendências mensais. Mizrahi defende que o investimento em ações seja a longo prazo.

Nada que o próprio Buffet não tenha falado...

No livro, o autor ensina como fazer isso. Contradiz inclusive uma das verdades apontadas por especialistas - a de "não colocar todos os ovos na mesma cesta."

Para Mizrahi, desde que feito com estudo, leitura e consciência, apostar em poucas empresas - mas de números expressivos, chamadas de "boiengs" por ele - é o caminho.

O próprio Marcos Silvestre ensina isso ao apostar em ações. Basta ver as resenhas de Investimentos a Prova de Crise e O Plano da virada.


Desde que começou sua carreira, ele leu muito. Antes mesmo de começar a investir. E ele destaca que é fundamental você fazer o mesmo antes de se aventurar.

O melhor do livro é entender quais números podem fazer a diferença. E como analisar se o negócio vale mesmo a pena. É possível encontrar ótimas empresas que enfrentem momentos ruins.


Comprar na baixa, vender na alta. Mizrahi ensina até a avaliação do preço da ação. Isso faz do livro um ótimo manual para os chamados investidores fundamentalistas. Aqueles que compram os papéis com base no que a empresa representa, valores e balanços dela.

Outro ponto positivo é a defesa de que você continue com seus papéis. Mantenha os ativos. Aí, lembra outro livro. Pai Rico Pai Pobre. Resenha aqui.

A parte chata do livro é o excesso de idas e vindas. O que, com números, torna-se cansativo pra quem não está acostumado. Ele inicia as informações em alguns capítulos - sobre fluxo de caixa e balanço patrimonial, por exemplo - e depois retoma quase os mesmos conteúdos.

Sem contar que, apesar de ele considerar simples, a coisa não é tanto assim. Principalmente para os brasileiros menos afeitos à matemática.

Acho que esse livro apresenta uma perspectiva interessante da administração das ações. E do investimento em valor. Ainda que seja muito focado somente no que Buffet diz.

Ah, ele é o maior investidor do mundo? É, então tá tudo certo... Ah, deixe seu comentário depois do bip.

Bip.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Seu plano de negócios: 0 - O primeiro passo.


Para ajudar um amigo, decidi escrever como seria a montagem de um plano de negócios bem realizado.

Embora muita gente questione a efetividade dessa forma de desenvolver seu negócio - inclusive eu - o Sebrae ainda acredita ser essa a melhor maneira de iniciar sua empresa.

Queira ou não, o plano oferece uma dimensão interessante do que fazer. Do seu setor. Por onde você deve começar, e para que detalhes deve atentar.

Além disso, muitas empresas e investidores ainda solicitam o business plan como forma de avaliar se seu negócio é bom ou não.

Se for fazer o plano - seja para seu negócio ou para entregar ao professor da faculdade - comece pelo índice. Elenquei alguns tópicos abaixo que considero fundamentais.

1. Sumário Executivo.

Um resumo de uma página do que é essencial no seu plano. É a última coisa a ser feita.

2. Contextualização - macro e microambiente de mercado.

Um panorama do setor em que você pretende atuar. O que é necessário para iniciar seu plano, entre outras variáveis de mercado.

3. O negócio / a empresa.

O que é e para que foi criada a sua empresa. Qual sua proposta de negócio.

4. Missão, visão, valores.

Onde você quer chegar, o que vai fazer pra atingir esses objetivos, e os valores pelos quais sua empresa preza.

5. Mix de marketing.

Os famosos 5 P's Preço, produto, promoção, ponto, pessoas (RH).

6. Organograma /RH.

Como está estruturado seu corpo de funcionários, nos níveis de hierarquia. Além da política de RH da empresa.

7. Estratégia de crescimento.

Seu planejamento estratégico. Onde você desenvolve as estratégias com métodos como a análise SWOT, Balanced Scorecard, entre outras.

8. Gestão de Processos.

Detalhamento do processo ou dos processos mais importantes.

9. Plano de ação.

Como o nome já diz, as etapas para concretização do negócio - elencadas e definidas a partir do tempo.

10. Viabilidade financeira.

A parte dos cálculos, onde você fará projeções de ganhos, e suas expectativas de retorno sobre investimento (ROI) entre outras.

11. Gestão de riscos.

Os principais riscos ao seu negócio, e as possíveis soluções para eles.

*****

Nos próximos posts, detalharei um pouco mais cada parte.

Lembro desde já: até esse modelo de plano de negócios é questionável. Há pessoas que sequer se utilizam dele. Conseguem desenvolver seu projeto. E hoje são empreendedores de sucesso.

A verdade é que, tão importante quanto o plano, são seus valores e a compreensão que você precisa ter do negócio. E principalmente, do que realmente importa para que ele cresça.

Trabalho duro. Dedicação a ele. Contenção de despesas no começo. Investimentos planejados e acertados. Sacrifícios. Entre outros detalhes que vamos discutindo.

Aproveite e deixe sua opinião depois do bip.

Bip.

domingo, 10 de junho de 2012

Do livro ao vídeo - socos na rua para promover suplementos.

Nessa, o pessoal que gosta de MMA - Mixed Martial Arts, o popular "vale-tudo" - iria se amarrar...

Uma marca de suplementos decidiu perguntar às pessoas até onde vai a força delas. E gerou uma forma de ação nas ruas. Confira no vídeo abaixo.


O ponto positivo dessa ação não é estar sintonizada com esportes de luta - que estão em alta. Mas em criar uma interação.

Ou seja, uma forma de colocar as pessoas que passavam para viver uma experiência. Não necessariamente com a marca - já que se trata de um grupo que vende suplementos alimentares, e não luvas de boxe.

O importante dessa experiência é o papo que vai gerar do cidadão que dá o soco e depois comenta com os amigos. "Passando por rua tal, vi uma máquina engraçada. Ela media os socos que a gente dava. Era da marca X de suplementos."

E aí temos o sucesso da ação. Concorda? Ou não? Deixe seu comentário e participe da Biblioteca.

Depois do bip, sim?

Bip.